
Now playing: The Magic Numbers - I See You, You See Me
via FoxyTunes
Hoje, relendo meu último post e após ouvir alguns comentários, acho que ficou com cara de texto-revolta. Aí, fiquei pensando se não passei por nenhuma situação trágica na minha família ou próximo de mim e, andando de bicicleta pela rodovia João Leme dos Santos, me lembrei de um acidente sofrido por um tio há uns sete anos mais ou menos.
Ele mora no bairro do Éden, em Sorocaba, e trabalhava (hoje, está aposentado) no Distrito Industrial, lá próximo. Seguia para o trabalho de bicicleta, pelo acostamento, na estrada que leva ao distrito, quando foi atropelado. Sofreu múltiplas fraturas e ficou internado por um bom tempo, correndo risco de vida. Quando, finalmente, encontraram o responsável pelo acidente, este alegou que estava apressado e, por isso, transitava pelo acostamento. E que buzinou diversas vezes antes de passar por cima da bicicleta. O detalhe é que meu tio é surdo.
Até hoje tem seqüelas de um acidente causado por um playboyzinho que, ao final do processo, deverá ser condenado a pagar cestas básicas. Nunca ficou preso, porque é filho de alguém ou filho de alguém que conhece alguém, não sei ao certo.
Putz, quis fazer um post menos revoltoso e ficou mais. Foi mal.
Este deveria ser um daqueles posts bonitos sobre o Natal, com mensagens de esperança, amor e fraternidade. Gostaria de saber fazer um, decentemente. Mas passei este natal esquisito, tenso. Às vezes me pego assim, nessas datas de festividades e abusos. Sem moralismos, não é nada disso, mas não me sinto seguro em sair de casa com tanta gente bêbada dirigindo. Mas, também, pode ser o trágico dos últimos dias que me afetou.
Tive o desprazer de presenciar o acidente que vitimou 4 pessoas na Marginal, aqui em Sorocaba, no último sábado. Estava entrando no Pub, quando ouvimos o barulho da batida. Cerca de meia hora depois, pelas janelas da casa, pude ver quatro ou cinco viaturas dos bombeiros, além de ambulâncias do resgate. Foi muito forte a batida, mas nunca se imagina que naquele acidente que acabou de acontecer pode haver vítimas fatais. Na saída, a Marginal estava interditada no local, mas ainda podia-se ver os carros destruídos.
No dia seguinte, vejo a notícia de outro acidente, com um motociclista morto. E, ontem, lendo ao Bah! Caroço, mais uma vítima fatal, em acidente.
Saí tenso para o jantar na casa de minha avó, depois de ver várias barbeiragens. Admitem-se os excessos, em função da festa. Cada cruzamento deve ser feito com muita atenção; sempre pode ter um bêbado motorizado, na perpendicular. Próximo à casa de minha avó, uma caminhonete, dessas grandes, tipo F250, entra na rua à direita, em alta velocidade, derrapando. A cerca de 50m da esquina, um grupo de 15 ou 20 pessoas comemora o Natal na calçada. Outra derrapada, para não atropelá-los. E torço para chegar em casa a salvo de algum louco que cruze meu caminho.
Como já disse acima, não é moralismo, muito pelo contrário. Não me importo com os excessos individuais, mas com o risco que podem causar aos outros. Me indigno, e de maneira excessiva, quando pessoas se acidentam, ou são atropeladas, porque um babaca resolveu encher a cara e testar a potência do motor 1.0 que teve condição de comprar. Ou que ganhou dos pais, porque fez 18 anos e já está grandinho.
No fim do ano passado, houve um atropelamento com morte em frente ao Depois. Eu estava lá até quinze minutos antes de tudo acontecer. Ainda bem, porque eu estaria na linha de frente do linchamento do cara. Não tenho o sangue-frio (ou sensatez) de assistir de longe e fazer a minha parte ligando para a polícia. Não tenho o cinismo de acreditar que o bêbado não teve intenção de matar, mesmo correndo o risco de dirigir num declive a 120km/h.
Gostaria que esse fosse um post de congratulações; mas se eu soubesse fazer um, ganharia dinheiro com cartões de natal. Só posso desejar muita atenção, muito cuidado. Se o Natal pode ser uma época de amor ao próximo, é uma boa começar tendo um pouco mais de apreço com os demais. Boas festas! Feliz feliz!
Tá frio aqui,
Tá muito poluido,
Eu tô triste, eu tô aborrecido
Tá feio aqui,
Tá muita poluição,
Tá fedido fumaça de caminhão
Eu tô cansado da cidade, eu quero ir pro mato
Tem de tudo lá: porco, galinha, pato
Tem carroça, tem cachorro, tem carro de boi
Correguinho sempre tem
Eu tô cansado da cidade, eu quero ir pro mato
Tem de tudo lá: porco, galinha, pato
Tem carroça, tem cachorro, tem carro de boi
Correguinho sempre tem
Juvenar, Juvenar, vem tirar o leite
São 6 horas da manhã,
Juvenar, Juvernar,
Juvenar, Juvernar
Juvenar, Juvenar, vem tirar o leite
São 6 horas da manhã,
Juvenar, Juvernar,
Juvenar, Juvernar
Tá frio aqui,
Tá muito poluido,
Eu tô triste, eu tô aborrecido
Tá feio aqui,
Tá muita poluição,
Tá fedido fumaça de caminhão
Eu tô cansado da cidade, eu quero ir pro mato
Tem de tudo lá: porco, galinha, pato
Tem carroça, tem cachorro, tem carro de boi
Correguinho sempre tem
Eu tô cansado da cidade, eu quero ir pro mato
Tem de tudo lá: porco, galinha, pato
Tem carroça, tem cachorro, tem carro de boi
Correguinho sempre tem
Juvenar, Juvenar, vem tirar o leite
São 6 horas da manhã,
Juvenar, Juvernar,
Juvenar, Juvernar
Juvenar, Juvenar, vem tirar o leite
São 6 horas da manhã,
Juvenar, Juvernar,
Juvenar, Juvernar