Aqui em Sorocaba eu não sou exatamente conhecido pela sutileza no trato com a imprensa e seus sucessivos deslizes no tratamento das questões culturais. Só no último ano foram travadas várias discussões, seja pela falta de espaço nas editorias de cultura, pelos equívocos publicados e até mesmo pela incapacidade de alguns profissionais da comunicação em levar ao leitor uma matéria absolutamente coerente.
Após brigas, sugestões e promessas de um relacionamento mais próximo, cooperativo, guardei minhas críticas para momentos específicos. Ao mesmo tempo, conservei a ferramenta do blog para a publicação dos meus comentários que foram vetados pelos jornais. É ótima essa relação, porque mesmo quando o jornal não publica, o conteúdo fica disponível para leitura. E de acordo com os dados do Analytics, os jornais me acessam, me lêem.
Então, hoje (08/02) o jornal Cruzeiro do Sul publicou entrevista com o produtor Marco de Almeida, responsável pela vinda de alguns shows para a cidade, com a manchete “Crise atinge cenário cultural em Sorocaba”. Pensando que se tratava de uma matéria séria, o que li me revoltou, ao enxergar no jornal o preconceito e o descaso pelo que se produz na cidade com o esforço de inúmeros artistas.
Abaixo, segue o texto que enviei ao jornal. Como não acredito na sua publicação pela instituição (nem uma seção de errata eles têm, por que permitiriam que um moleque apontasse o dedo nas suas belas fuças?), posto logo abaixo:
Infelizmente, o jornal abre espaço para a discussão de política cultural novamente pelo viés errado.
A crise não atingiu o cenário cultural sorocabano. A crise atingiu o produtor que depende das grandes empresas para realizar o seu trabalho. A crise atingiu o cenário de shows gratuitos com artistas importados.
E o jornal, ao ilustrar sua matéria de maneira generalizada, favorável à ótica do produtor, ofende os artistas sorocabanos que trabalham diariamente para levar ao seu público momentos de sensibilidade e emoção.
Afirmar que o "cenário cultural" é feito de artistas importados, por meio exclusivo de leis de renúncia fiscal é reduzir o artista sorocabano à condição de marginal. E ainda mais grave é quando essa afirmação é feita pelo jornal de maior circulação na cidade, pois ignora todos os inúmeros projetos viabilizados pela LINC, Secult e até mesmo Fundec.
Esses projetos, sim, podem ser encarados como revolucionários, porque foram feitos por SOROCABANOS para SOROCABANOS. E revolucionários porque estão espalhados pela cidade, não restritos a uma praça no bairro nobre.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Ulysses - Franz Ferdinand
Franz Ferdinand, uma das minha bandas favoritas, 1° lugar no ranking do meu perfil na LastFM, lança clipe novo (ok, eu sei que já está no YT desde 10 de janeiro, mas o que vale é a intenção).
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
Friday I'm in Love
Eu tive a sorte de ter curtido bem os anos 80 e o início dos 90. E algumas das lembranças mais fortes da época são as aulas de inglês ao som dos hits do momento. Meu primeiro contato com Pet Shop Boys, por exemplo, aconteceu numa dessas aulas. Traduzíamos o nome da banda por Garotos da Loja de Bichos de Estimação, naquele tempo em que as Pet Shops ainda não tinham se popularizado. Ou pelo menos não as conhecíamos pelo estrangeirismo.
O que Blue Monday significou para a geração anterior à minha, o début da pop music, eu encontrei em Domino Dancing, do disco Introspective, 4 anos mais tarde.
Mas o que me lembrou tudo isso hoje foi um post do Sedentário & Hiperativo, com a música Friday I'm in Love, do The Cure, em pictogramas. Adorei!

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O que Blue Monday significou para a geração anterior à minha, o début da pop music, eu encontrei em Domino Dancing, do disco Introspective, 4 anos mais tarde.
Mas o que me lembrou tudo isso hoje foi um post do Sedentário & Hiperativo, com a música Friday I'm in Love, do The Cure, em pictogramas. Adorei!
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Stop Motion
Recebi essa dica pelo @kenfujioka no Twitter e logo em seguida no Update or Die.
É um clip em stop-motion do músico israelense Oren Lavie. Um divertido passeio pelos sonhos, delicado e sensual.
Como disse o Ken Fujioka no seu twit "quanto tempo até alguém chupar e chamar de referência?"
UPDATE (10/07/2009): E não é que após quase 5 meses a Riachuelo copiou? Será que chamarão de referência, também?
Assista e tire suas próprias conclusões:
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Administração de Marketing | Marketing for Dummies
É um clip em stop-motion do músico israelense Oren Lavie. Um divertido passeio pelos sonhos, delicado e sensual.
Como disse o Ken Fujioka no seu twit "quanto tempo até alguém chupar e chamar de referência?"
UPDATE (10/07/2009): E não é que após quase 5 meses a Riachuelo copiou? Será que chamarão de referência, também?
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Bush Bye Bye Party
Para iniciar o ano no blog, uma grande festa. Aliás, não é qualquer festa, é uma festa mundial, que se realizará simultaneamente em inúmeros países e da qual todos podemos participar.
É a Bush Bye Bye Party. Programada para o dia 19 de Janeiro, pretende comemorar a despedida do presidente norte americano George W. Bush. Organize você também a sua e aproveite a plataforma do Google Maps disponível no site para divulgá-la.
dica do ADivertido
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
23 de dezembro
Foi sozinho na balada, com a lata de cerveja na mão e o um pra cá um pra lá que eu chamo de dança, que a vi pela primeira vez. Ela, cercada de amigos, ria com um sorriso gostoso, desses que dá uma vontade desesperada de beijar quem sorri. “Shyness is nice and / Shyness can stop you / From doing all the things in life / You'd like to...” Quando pensei em me apresentar (eu não sou de chegar em alguém do nada, reflito 342 vezes antes de uma investida), seu namorado chegou.
Durante muito tempo eu a encontrei nos bares e baladas, mas, principalmente, a encontrava na mesma rua, todo dia, pouco antes das 8 da manhã.
Não nos falávamos. Eu, porque sou tímido; ela, porque eu “a ignorava”.
Muitos momentos de “se eu tiver coragem, vou lá falar com ela” depois, eu a vi em uma festa, sozinha, encostada na caixa de som. “If I told you things I did before / Told you how I used to be / would you go along with someone like me…” Era o momento que eu esperava há tempos. Me apresentar, conversar... quem sabe com muita sorte, tascar-lhe uma bitoca. Mas dessa vez era eu quem estava acompanhado. Lamentei a oportunidade perdida e prometi a mim mesmo que na próxima vez que a encontrasse entraria em contato; aquela situação já estava ficando ridícula.
Dali três dias eu a encontrei novamente na mesma balada e duas doses de tequila e algumas cervejas depois eu invadi a pista de dança em sua direção. Lado a lado... a Madonna cantava “Music makes the people come together...” oi tudo bom? tudo bem e você? “Run run run run run run run away…”, vou pegar uma breja, tá a fim? vam’lá “I like to move it, move it...” sabe que… e o mundo pára.
Não te larguei mais desde então. No dia seguinte comemorei, em silêncio, o presente de natal que o destino me reservou.
Músicas do texto (in order of appearance):
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